Em 1949, a fábrica da Monsanto  que produzia o herbicida 2,4,5 triclorofenol explodiu no Estado da Virgínia.Um subproduto da síntese deste composto 2,4,5 triclofenol é a dioxina.A dioxina é um composto extremamente O acidente não possui seus registros muito divulgados em relação ao número de mortos .Sabe-se que após este acidente indivíduos que moravam na região , começaram a apresentarCloracne sobre a pele.O Cloracne  é um tipo de acne ocasionada pelo contato com compostos tóxicos derivados do cloro e produz erupções na pele.O exército americano teve interesse em utilizar o 2,4,5 triclorofenol como arma química em guerras e em negociação secreta com a fábrica XXX.Iniciou a fabricação do Agente Laranja, composto utilizado na guerra do vietnã, produzido pela fábrica XXX.O agente laranja é uma combinação de herbicidas ,o 2,4 diclorofenol e 2,4,5 triclorofenol e.A combinação destes dois herbicidas geram um subproduto cancerígeno, a tetraclorodibenzodioxina.Durante a guerra do vietnã, tropas americanas, espalavam cerca de 80 milhoes de litros deste herbicida sobre o território vietnamita, contendo cerca de 400 kilogramas de dioxina, resultando  em mutaçoes genéticas, que levaram a quadros de cancer e malformações congenitas.A dioxina ,subproduto altamente tóxico deste herbicida é usada  terrrivelmente como arma quimica em outros contextos, até para disputas eleitorais.É extremamente cruel o uso de substâncias químicas como de guerra.Em 2004,Victor Yushchenko era candidato ao governo da Ucrânia e apareceu com sinais de cloracne e ao ser submetido a um exame de sangue foi identificado uma concentração de dioxina 6000 vezes a quantidade considerada  não prejudicial.A suspeita foi de que Victor Yushchenko tenha sido envenenado .Embora não pudesse comprovar a origem da sua intoxicação por dioxina , a suspeita  de um  suposto envenenamento ficou mantida

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Bhopal, Índia, 1984.

Publicado: novembro 6, 2011 em Uncategorized

Em dezembro de 1984, na cidade de Bophal da Índia , na fábrica de pesticidas Union Carbide, ocorreu um vazamento, liberando uma nuvem tóxica da suibstância isocianato de metila e causou a morte imediata de 2000 pessoas, mas os efeitos desta tragédia se estende até os dias de hoje.Dos 68o mil habitantes que tinham em Bophal na época do acidente, calcula-se que 525.oo0  foram atingidos por este acidente A fábrica abandonou o local depois do acidente , mas os resíduos tóxicos contaminaram toda a região e deixaram sequelas para a população acometida que podem ser observados até hoje.O gás de isocianato de metila quando aspirado bloqueia os alvéolos pulmonares e mesmo que seja administrado oxigênio para  a vitima, os alveolos nao podem mais realizar esta assimilação.Além disso, o isocianato de metila degrada a enzima colinesterase , importante na contração muscular.

Dica : Acompanhe o artigo abaixo:

http://www.greenpeace.org.br/toxicos/pdf/bhopal_desastrecont.pdf

Acidente em Seveso, Itália, 1976.

Publicado: novembro 6, 2011 em Uncategorized

Em 10 de julho de 1976, na Indústria química ICMESA ocorreu um superaquecimento em um dos reatores e isto provocou a liberação de uma nuvem que continha produtos altamente tóxicos como o 2,3,7,8 tetraclorodibenzeno p- dioxina.Este acidente foi estendido em cerca de 1700 hectares e atingiu cerca de 40000 pessoas, com cerca de 193 pessoas apresentando quadro de  cloracne.Nao há divulgação de dados que contabilizarm mortes diretas na hora do acidente .Geralmente, é divulgado que não houve mortes diretas neste acidente .Foram sacrificados cerca de 70000 animais na tentativa de evitar a inserção de dioxina na cadeia alimentar.

Dica de leitura: Link

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,871315,00.html

Em 25 de abril de 1986,no contexto da Guerra Fria,  na Ucrânia, em Chernobyl, os funcionários da ala 4 da usina Vladimir Ilitich Lenin realizaram um teste no reator ,para buscar formas de economizar energia.Foram desligados todo o sistema de segurança da usina e começaram  os testes nucleraes  durante a madrugada.Houve o inicio de várias explosões dentro do reator.A  tampa do reator explode e espalha-se material radoativo de urânio e grafite, juntamente com uma chama de fogo e de muitas cores referentes a partículas radioativas.A potência das explosões no reator foram dez vezes maior que a bomba de Hiroshima.A gravidade do acidente foi ignorada e os habitantes que viviam próximos da usina recebiam  informações de que tudo estava sobre controle, desconhecendo assim a gravidade da situação.Depois,algumas horas após o acidente,  corriam boatos de que tinha ocorrido  uma explosão na usina, mas não havia uma informação oficia,l concreta, após os acidente.Quando realizavam as primeiras medidas dos níveis de radiação na região, verificaram que este valor  era de cerca de 600 mil vez maior que o normal  .No primeiro dia do acidente, a população recebeu uma radiação 50 vezes maior que a quantidade considerada não prejudicial.A radioatividade ia subindo a medida que realizavam novas medições porque o reator ainda estava queimando e liberando radiação .Somente 30 horas depois da explosão é que governantes começaram a tomar alguma medida de segurança e organizar assim  a retirada da população daquela área contaminada.Distribuíam pílulas de Iodo , mas a real situação , a gravidade do que ocorria ,era escondida pelas autoridades para evitar pânico. Depois de 48 horas de ocorrência do acidente, ficaram na cidade  os militares e uma equipe de cientistas reunidos em um hotel para tentar reverter a situação.O vento espalhou a nuvem de radioatividade para outros países da Europa .Três dia depois , satélites americanos já tinha mapeado a região e visto que havia tido um acidente nuclear naquela área.Ainda continuava queimar o reator, fumaça ainda saía  na área ocupada pela  usina.No primeiro dia , bombeiros jogaram água na tentativa de pagar as chamas.Dias depois tentaram inicialmente jogar sacos de areia para estancar o fogo, mas por baixo de toda areia depositada , continuava queimar o reator, a reia simplesmente derretia e havia um risco de acontecer outra explosão.A água jogada no primeiro dia pelos bombeiros estava acumulada e se entrasse em contato com aquele material que queimava , o material radioativo , poderia ter outra explosão.Militares jovens foram convocados para a região,  cerca 600  pilotos   realizaram esta primeira cobertura de  areia naquele local, sem sucesso.Cm certeza  estes pilotos não sabiam a gravidade daquele acidente e o perigo de radiação a  que foram submetidos.Morreram logo em seguida .Depois , optaram por nova estratégia :Tentaram chegar ao local do acidente na usina, através de tuneis que davam acesso ao reator 4.Os trabalhadores ,mineiros, militares jovens alistados, de cerca de 20 a 30 anos  trabalharam na operação de reversão das consequências do acidente  sendo  submetidos a máxima radiação, sem equipamento de proteção.O calor era intenso nestes túneis de acesso ao reator.Depois de 7 meses do acontecimento do acidente ,em novembro de 1986, a equipe que trabalhava no local conseguiu  “limpar” o grafite acumulado na região da usina, o  urânio,  e colocaram uma tampa chamada de sarcófago sobre aquela cratera aberta pela explosão do reator 4.Alguns  pesquisadores levantam a hipótese  que este acidente foi uma sabotagem , gerando uma crise para  aqueles países da Europa, que culminou no fim da URSS.O governo soviético tentou suspender as indenizações concedidas a funcionários que trabalharam na usina .Chernobyl hoje  é uma cidade abandonada. Hoje, em 2011, a radiação é de cerca de 10 vezes maior que o normal considerada, sendo possível ficar apenas 15 minutos naquela área, sendorecomendável.chegar só até 200 metros do local do acidente.Em novembro de 2011, o    governo soviético tentou suspender as indenizações concedidas a funcionários que trabalharam na usina , que gerou protestos na Ucrânia .

Acompanhe reportagem abaixo :

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/11/na-ucrania-funcionarios-de-chernobyl-protestam-contra-cortes.html

Acidente Césio 137, Goiânia, 1987.

Publicado: novembro 6, 2011 em Uncategorized

No dia 13 de setembro de 1987, na cidade de Goiânia, em Goiás, dois catadores de lixo encontraram uma máquina em um instituto de radioterapia que por hora encontrava-se abandonado. Neste aparelho estava acoplada uma cápsula que continha elemento radioativo (cloreto de césio-137) e que fora levado por estes dois catadores a fim de vender a máquina que era composta de metal e lhes renderiam dinheiro na venda em um ferro velho.

O dono do estabelecimento era Devair Alves Ferreira que, ao desmontar a máquina, expôs ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), um pó branco parecido com o sal de cozinha que, no escuro, brilhava como uma coloração azul.Ele se encantou com o brilho azul emitido pela substância e resolveu exibir o achado a seus familiares, amigos e parte da vizinhança. Todos acreditavam estar diante de algo sobrenatural e alguns até levaram amostras para casa. A exibição do pó fluorescente decorreu 4 dias, e a área de risco aumentou, pois parte do equipamento de radioterapia também fora para outro ferro-velho, espalhando ainda mais o material radioativo.

Algumas horas depois, muitas das pessoas que foram expostas a esta radiação apresentaram sintomas como vômito, diarréia e tonturas. Sem saber por que estavam passando mal, foram ao hospital onde os médicos diagnosticaram como uma virose e receitaram remédios para as  mesmas. Porém, no dia 29 de setembro de 1987, a esposa do dono do ferro velho, ao ver sua filha muito doente resolveu colher uma amostra do pó que seu marido encontrara na máquina e levou à vigilância sanitária da cidade.

Dias se passaram até que foi descoberta a possibilidade de se tratar de sintomas de uma Síndrome Aguda de Radiação. As primeiras medidas foram isolar as pessoas e seus pertences e fornecer a população, uma substância que supostamente eliminaria a radiação no organismo, processo o qual se daria através da urina e fezes. Quanto aos objetos e roupas, todos foram altamente lavados para que retirassem boa parte da radiação.

Algum tempo depois, algumas pessoas vieram a óbito, devido a não ter suportado a radiação liberada pelo material. Todas as roupas, objetos e pertences dos moradores infectados foram isolados em barris e containeres que poderão ser abertos somente em 180 anos após o acidente, devido ao receio de contaminação. Após o incidente, cerca de 600 pessoas morreram, e até hoje, boa parte da população ainda necessita de tratamento para manter-se estável.

Referências:

1-http://www.infoescola.com/quimica/acidente-do-cesio-137/

2-http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL102921-5598,00-ENTENDA+COMO+OCORREU+A+CONTAMINACAO+COM+CESIO.html

3-http://www.brasilescola.com/quimica/definicao-cesio-137.htm

 Artigo Interessante:
http://www.quimica.net/emiliano/artigos/2010agosto-cesio137.pdf

Exxon Valdez Alasca, 1989

Publicado: novembro 6, 2011 em Uncategorized

No dia 24 de Março de 1989, o petroleiro Exxon Valdez, da ExxonMobil colidiu com um recife do Golfo do Alasca derramando aproximadamente 40 milhões de litros de óleo. Com a ajuda de  uma tempestade no dia 27 de março, a mancha de óleo atingiu cerca de dois mil quilômetros. O problema se agravou, porque no frio, o óleo demora para se tornar solúvel e ser consumido por microorganismos marítimos – a biodegradação ocorre com eficácia apenas a partir dos 15 ºC.

Diante do desastre foram gastos mais de dois bilhões de dólares para a limpeza, devido ao difícil acesso ao lugar do derrame, e distribuídos cerca de 900 milhões de dólares entre o estado do Alasca, alguns cidadãos e o órgão supervisor da recuperação do ecossistema ( Exxon Valdez Oil Spill Trustee Council). Além disso, ficou estabelecido em 2008 no supremo tribunal dos Estados Unidos, que a empresa teria que pagar 500 milhões de dólares de indenização aos habitantes da área afetada pelo derrame.

Passaram-se dez anos e ecologistas estimaram que morreram entre 100.000 e 700.000 pássaros por exposição ao óleo, baseando-se em uma extrapolação do número de carcaças de animais cobertas de óleo achadas nas praias e no oceano.

Após 20 anos do acontecimento desse acidente, a maioria das espécies voltou às condições pré-desastre ou, recuperam-se bem. Apenas duas das espécies não se recuperaram, são elas os Pombos Guillemots e o Arenque do Pacífico, importante fonte de renda para a economia local.

Ações foram tomadas em resposta a este acidente, levando o surgimento de milhares de pesquisas. Houve mudanças no licenciamento e fiscalização das empresas petrolíferas, e inúmeras medidas foram implementadas visando a prevenção de derrames e planos de emergências.

Mais imagens:
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Fontes:
1-http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quais-foram-os-maiores-desastres-ecologicos-do-mundo
2-http://blog.ambientebrasil.com.br/?p=59

No dia 18 de Janeiro de 2000,  um grave desastre ecológico aconteceu no mar do Rio de Janeiro. Em decorrência  de um problema originado em uma das tubulações da Refinaria de Duque de Caxias (REDUC), aproximadamente 1,3 milhões de litros de óleo foram lançados na Baía de Guanabara; quantidade esta, equivalente a 4 Milhões de latinhas de refrigerante ( só que cheias  de petróleo) no mar.

As conseqüências desse desastre tiveram uma proporção incalculável, pois o vazamento atingiu os manguezais de Guapimirim, uma área de proteção ambiental(APA) com inúmeras espécies da fauna e flora, além de provocar graves prejuízos tanto de ordem social, como econômica à população local, nos quais podemos citar:

  • Contaminação do espelho dágua da Baía de Guanabara, com conseqüências na fauna nectônica e plantônica
  • Contaminação das areias, costões rochosos, muros de contenção, pedras, lajes e muretas da Ilha do Governador e a de Paquetá;
  • Prejuízo à vegetação de mangue existente no entorno da Ilha do Governador;
  • Prejuízos a avifauna e à comunidade bentônica;
  • Prejuízos às atividades pesqueiras ;
  • Redução drástica nas atividades turísticas..

Depois de interrogado, o presidente da Petrobrás, o Sr. Henri Phillipe Reichstul, admitiu ter havido falhas no projeto de instalação do oleoduto PE-2, sendo este o motivo do acidente com o óleo.

No dia 26 de junho de 2000,  uma  nova mancha de óleo de um quilômetro de extensão apareceu próximo à Ilha d’Água, na Baía de Guanabara. Desta vez, 380 litros do combustível foram lançados ao mar pelo navio Cantagalo, que presta serviços à Petrobras. O despejo ocorreu numa manobra para deslastreamento da embarcação.

A Petrobrás criou desde o acidente nove centros de defesa ambiental em todo o país, sendo o primeiro na Baía de Guanabara, e o segundo em  Macaé. Há outros projetos a serem desenvolvidos, segundo o presidente da empresa, entre os quais podemos citar a instalação de sensores que monitorarão as águas da baía, possibilitando mais rapidez  para detecção de vazamentos quando ocorrerem.

Diante de tantas tragédias, fica o entendimento de que o meio ambiente é um dos bens mais importantes para o ser humano. Assim sendo, não podemos permitir que ninguém, de modo algum, o danifique. É inadmissível que tragédias como estas , caiam no esquecimento e na impunidade.

Assista vídeo sobre “vazamento de óleo na Baia de Guanabara”:

http://tonhoc7.blogspot.com/2011/01/dez-anos-apos-o-derramamento-de.htm

http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/422/baia_de_guanabara_continua_poluida/