Vazamento de Óleo na Baía de Guanabara, 2000.

Publicado: novembro 6, 2011 em Uncategorized

No dia 18 de Janeiro de 2000,  um grave desastre ecológico aconteceu no mar do Rio de Janeiro. Em decorrência  de um problema originado em uma das tubulações da Refinaria de Duque de Caxias (REDUC), aproximadamente 1,3 milhões de litros de óleo foram lançados na Baía de Guanabara; quantidade esta, equivalente a 4 Milhões de latinhas de refrigerante ( só que cheias  de petróleo) no mar.

As conseqüências desse desastre tiveram uma proporção incalculável, pois o vazamento atingiu os manguezais de Guapimirim, uma área de proteção ambiental(APA) com inúmeras espécies da fauna e flora, além de provocar graves prejuízos tanto de ordem social, como econômica à população local, nos quais podemos citar:

  • Contaminação do espelho dágua da Baía de Guanabara, com conseqüências na fauna nectônica e plantônica
  • Contaminação das areias, costões rochosos, muros de contenção, pedras, lajes e muretas da Ilha do Governador e a de Paquetá;
  • Prejuízo à vegetação de mangue existente no entorno da Ilha do Governador;
  • Prejuízos a avifauna e à comunidade bentônica;
  • Prejuízos às atividades pesqueiras ;
  • Redução drástica nas atividades turísticas..

Depois de interrogado, o presidente da Petrobrás, o Sr. Henri Phillipe Reichstul, admitiu ter havido falhas no projeto de instalação do oleoduto PE-2, sendo este o motivo do acidente com o óleo.

No dia 26 de junho de 2000,  uma  nova mancha de óleo de um quilômetro de extensão apareceu próximo à Ilha d’Água, na Baía de Guanabara. Desta vez, 380 litros do combustível foram lançados ao mar pelo navio Cantagalo, que presta serviços à Petrobras. O despejo ocorreu numa manobra para deslastreamento da embarcação.

A Petrobrás criou desde o acidente nove centros de defesa ambiental em todo o país, sendo o primeiro na Baía de Guanabara, e o segundo em  Macaé. Há outros projetos a serem desenvolvidos, segundo o presidente da empresa, entre os quais podemos citar a instalação de sensores que monitorarão as águas da baía, possibilitando mais rapidez  para detecção de vazamentos quando ocorrerem.

Diante de tantas tragédias, fica o entendimento de que o meio ambiente é um dos bens mais importantes para o ser humano. Assim sendo, não podemos permitir que ninguém, de modo algum, o danifique. É inadmissível que tragédias como estas , caiam no esquecimento e na impunidade.

Assista vídeo sobre “vazamento de óleo na Baia de Guanabara”:

http://tonhoc7.blogspot.com/2011/01/dez-anos-apos-o-derramamento-de.htm

http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/422/baia_de_guanabara_continua_poluida/

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